Comecei a ler esse excelente livro (Ten Ways to Destroy the Imagination of Your Child, no original) durante essa semana. Nele o autor expõe de maneira brilhante como aperfeiçoamos o processo de destruição da imaginação de nossas crianças, ao mesmo tempo em que anunciamos fazer exatamente o oposto.
O que mais me marcou até o momento foi um trecho que fala sobre a memória (tradução minha):
“Como, então, nós nos livramos dos Fatos? O primeiro passo é manter a memória fraca e vazia.
Isso pode parecer ir contra a intuição. “Nós não ensinamos mais através da memorização por repetição,” dizem os nossos educadores hoje em dia, empinando orgulhosamente seus narizes. “Nós preferimos ensinar o pensamento crítico. Nós preferimos mexer com a imaginação.”
Enquanto os professores continuarem batendo nessa mesma tecla, nós não precisaremos temer que o próximo Dante ou Mozart se forme em nossas escolas. Isso porque uma memória desenvolvida é um maravilhoso e terrível armazém de coisas vistas, ouvidas e feitas. Ela consegue fazer o que nenhum mero motor de busca na internet consegue. Ela pode reunir ao mesmo tempo coisas aparentemente sem relação, moldando uma impressão completa, ou um novo pensamento. […] Sem a biblioteca da memória, a imaginação simplesmente não tem muito sobre o que pensar, ou coisas com as quais brincar.”